quinta-feira, 2 de junho de 2011

GERALDO CAVALCANTI - O MAIOR NOME DO RÁDIO PARAIBANO




Por Quelyno Souza

Considerado "O maior nome do rádio" paraibano, titulo recebido do radialista Ivan Thomáz, Geraldo Cavalcanti iniciou a carreira na efervescência do rádio, como radioator, por intermédio da novela "A VIDA QUE A GENTE LEVA", produzida e apresentada nos anos 60 nos estúdios da rádio Tabajara.
João Geraldo Figueiredo Cavalcanti, 71 anos, natural do município de Santa Rita – Paraíba, jornalista e radialista consagrado do rádio jornalismo paraibano, Geraldo é pai de Jonatha Cavalcanti.
Com mais de 45 anos de profissionalismo, Geraldo Cavalcanti trabalhou, praticamente em todas emissoras de rádios da capital, Arapuan, Correio, Sanhauá e Tabajara, onde faz parte da grade de programação da emissora, apresentando o SHOW DA MANHÃ, programa de variedades, estilo revista eletrônica, na sintonia AM 1.110 kHz, líder de audiência no horário.
Dono de uma voz inconfundível é apaixonado por esportes, principalmente futebol, atuando como comentarista. Apesar de ser o diretor da equipe de esportes da rádio Tabajara, Geraldo Cavalcanti abre a jornada esportiva logo cedo, levando informações em primeira mão para o ouvinte.
Gerando Cavalcanti defende que o radialista trabalhe com profissionalismo, respeitando principalmente o ouvinte e se atualizando diariamente. Em sua opinião, três fatores são primordiais para a resistência do rádio: o imediatismo da noticia, a informação transmitida ao vivo e, principalmente, a prestação de utilidade pública.
UM MOMENTO MARCANTE
Depois de transmitir de Brasília a posse de Jarbas Passarinho para a Academia Brasiliense de Letras, Geraldo Cavalcanti foi convidado para ingressar na rádio Nacional Rio/Brasília.
UM MOMENTO DIFICIL
Há dez anos, ficou hospitalizado por 46 dias, por causa de uma bactéria hospedada na corrente sanguínea do coração.
PITORESCO
Certa vez, apresentando um programa ao vivo, após ler um comercial de uma padaria, entrou a chamada do prefixo da rádio, Geraldo Cavalcanti completou: "Tabajara a rádio da padaria".
Quando lhe sobra tempo gosta de descansar no Parque Arruda Câmara. Macarronadas a bolhonhesa, e feijoada são iguarias apreciadas pelo radialista Geraldo Cavalcanti.
"Uma pessoa simples, feliz porque consegui juntar o útil ao agradável, trabalho com aquilo que gosto de fazer, fiel aos meus amigos e principalmente, dedicando muito amor aos meus familiares", finalizou Geraldo Cavalcanti.

Matéria publicada na revista A Paraíba é Noticia em setembro de 2004.

FERNANDO HELENO - O AUTÊNTICO BOLA DE OURO




Por Quelyno Souza

Nascido sob a constelação do signo de Leão no municipio de Pau-d´álho, Pernambuco, Fernando Heleno Duarte, 70 anos, é radialista, advogado, auditor fiscal e professor universitário.
Casado com a renomada ambientalista, bióloga e ex-vereadora Paula Frassinete Lins Duarte, com quem tem um filho: Fernando Heleno Duarte Júnior. É avô de Thalita, Thainá e Dennis.
Iniciou o que cognomina de sua via crucis de radialista no bairro Tijipió na cidade de Recife, em 1960, quando assistia jogos de peladas durante a tarde, e a noite na sede do Íris Futebol Clube. Antes do horário programado para dança, fazia seu comentário durante uma resenha esportiva apresentada naquele local.
Em 1969, veio seu primeiro emprego de carteira assinada, na rádio Olinda AM, como membro da equipe de esportes.
Um fato histórico na sua carreira ocorreu em Brasília, quando foi apresentado pelo conterrâneo José Bezerra ao narrador esportivo José Cunha da TV Cultura de Brasília, que na época precisava de um cronista esportivo para comentar por apenas 40 segundos, durante o intervalo do jogo. Detalhe: sem aparecer o rosto no ar, o seu primeiro comentário foi num jogo do CEUB - Centro Esportivo Universitário Brasileiro, o narrador saiu da cabine de imprensa, só retornando no fim do intervalo, diante desse fato, ele ficou comentando o jogo por quase 15 minutos.
Entre tantos prêmios conquistados, ganhou dez Bolas de Ouro, troféus concedidos em âmbito nacional aos cronistas esportivos, pela empresa JJ Consultoria & Comunicação.
Cronista esportivo tarimbado, é rotulado de "Comentarista Autêntico", trabalhou em diversos órgãos da radiofonia paraibana, destaque para suas passagens pelas rádios Tabajara, CBN, Correio da Paraía e Miramar. Apesar de não se espelhar em nenhum radialista Fernando Heleno, por outro lado, foi admirador dos comentários do saudoso João Saldanha.
PITORESCO
O radialista Fernando Heleno relembra, quando um determinado Chefe Estado solicitou, que o técnico João Saldanha convocasse o atacante Dadá Maravilha para a seleção Brasileira de Futebol, ao que ele respondeu, sem titubear: "Não posso convocá-lo, pois não sou convocado para indicar nenhum ministro do governo".
Apreciador da música de Vicente Celestino e Luiz Gonzaga. Fernado Heleno gosta de comidas típicas da região, tem preferância por peixes, carne de charque e adora passar momentos de lazer na sua granja, cuidando do roçado. "Eu sou uma pessoa que somente me preocupei, e me preocupo com a riqueza moral, principalmente, porque o dinheiro e os demais bens materiais não dignificam nenhuma pessoa", finalizou Fernando Heleno, com a autenticidade que o caracteriza.

EUDES TOSCANO - O NARRADOR VIBRANTE DO ESCRETE DO RÁDIO




Por Quelyno Souza

Nome consagrado da crônica esportiva paraibana, Eudes Moacir Toscano 67 anos, natural de Santa Rita – Paraíba. Aos 23 anos apaixonou-se por Severina da Silva, com quem estar casado a 44 anos, dessa união nasceram: Eudes Junior, Carla Fabiana, Claudine Andréia e Euber Glauco.
No tempo de criança, Eudes Toscano usava a base de uma caixinha de fósforos para reproduzir eco/retorno, brincava de narrar jogos de futebol, época em que acompanhava a sua mãe até a capital paraibana, quando chegava ao Ponto de Cem Réis, no centro da cidade, se encantava ao folhear à revista “O Cruzeiro”.
Ainda na adolescência, fez seu primeiro teste ao narrar o jogo Guarani e Santa Cruz para a Difusora de Santa Rita, três anos depois se profissionaliza como cronista esportivo, e passa a narrar jogos pela rádio Arapuan.
O narrador Eudes Toscano carrega até hoje o apelido de "Capitão", herdado do período que comandava a equipe de futebol da Companhia de Tecidos Paraibana – CTP, da qual foi o Capitão por mais de 10 anos, aliás, Eudes Toscano também foi funcionário da carreira da empresa.
Dono de um estilo cadenciado, Eudes Toscano recebeu influência do narrador esportivo Doalcey Bueno de Camargo, da rádio Tupy do Rio de Janeiro.
Na sua narração o momento do gol, é identificado para o ouvinte pela palavra “Passou”, que surgiu em 1969, na oportunidade em que narrava o jogo Brasil e Paraguai, partida válida pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 1970, no gol da Seleção Brasileira marcado por Pelé, a sua emoção foi tanta que lhe faltou ar, e não conseguiu dizer a palavra goool. Naquele momento o que saiu de sua boca foi “Passou... passou... passou”, tal palavra virou a principal característica de suas narrações usada até hoje.
Pouca gente sabe, mas no inicio das instalações da TV Cabo Branco, empresa afiliada da Rede Globo, em João Pessoa, Eudes Toscano foi convidado para integrar a equipe de esportes da emissora, mas recusou a proposta, segundo ele financeiramente não compensava.
A sua carreira alcançou popularidade em 1980, depois que narrou de forma espetacular do estádio Maracanã do Rio de Janeiro, a vitória do Botafogo da Paraíba sobre o Flamengo por dois a um.
Elogiado pelos ouvintes e crônica esportiva, Eudes Toscano já arrebatou diversos prêmios, a sua fama foi construída não apenas na narração de jogos, mais também na apresentação da resenha “Bola na Rede 2º Tempo”, e principalmente no comando do “Microfone Aberto”, programa de debate esportivo, que foi apresentado por ele por mais de vinte anos.
Radialista de opinião formada, não admite que o ouvinte entre no ar, e fale mal de companheiros de outras emissoras.
Considerado o narrador mais vibrante do rádio paraibano, Eudes Toscano recebeu o título dos radialistas Geraldo Cavalcanti e Vandal Dionísio. O melhor e mais prestigiado narrador esportivo prestou seus serviços nas rádios: Caturité de Campina Grande, Sociedade de Sousa, Arapuan, Correio e Tabajara onde ainda hoje narra jogos, e apresenta a resenha "Bola na rede 2º tempo". Eudes Toscano escreve ainda a coluna “Na boca do gol”, publicada no seu blog e no portal www.psonlinebr.com
Residente num bairro nobre da capital cultiva um belo jardim, com muitas plantas e flores exóticas. Para Eudes Toscano o município de Baia da Traição é um lugar adequado para descansar com a família, e se divertir com os amigos. Homem família, digno, gosta de construir amizades; é participante assíduo das peladas de fins de semana na Associação dos Cronistas Esportivos da Paraíba - ACEP.
O lugar ideal para fazer uma boa refeição é em sua casa, acompanhado de seus familiares, segundo ele a sua esposa "é a melhor chef de cozinha do mundo". Feijão verde, carne de bode, peixada e feijoada, são iguarias da cozinha nordestina apreciada pelo narrador vibrante do escrete do rádio. "Amigo dos meus amigos, um cara que procura dar forças aos mais jovens, e que tem na liberdade de expressão uma das maiores virtudes do ser humano", assim revelou ser Eudes Moacir Toscano.

CARDIVANDO DE OLIVEIRA - 43 ANOS A SERVIÇO DO RÁDIO DA PARAÍBA




Por Quelyno Souza

Com mais de 43 anos prestados à radiofonia paraibana, o radialista Cardivando de Oliveira iniciou a carreira em plena ditadura militar. Apresentador do programa BOM DIA PARAÍBA, na rádio Sanhauá, Cardivando é dono de uma audiência invejável.

Cardivando Cavalcante de Oliveira, pessoense, solteiro, radialista com mais de 43 anos prestados ao radialismo paraibano, iniciou a carreira no ano de 1964, em plena ditadura militar, no bairro da Torre, como locutor da Difusora Luso-brasileira, pertencente ao radialista Manoel Alexandre.

Âncora do programa BOM DIA PARAÍBA, apresentado pela rádio Sanhauá, na freqüência AM 1.280, Cardivando foi o comunicador pioneiro, a colocar o ouvinte no ar através do telefone. No seu programa, são abordados diversos temas sempre com a participação do ouvinte. Dono de um estilo singular de fazer rádio, Cardivando de Oliveira é o criador do bordão: "Tu cai daí", ora utilizado por ele, sempre que um ouvinte comete um deslize, ou exagera num determinado comentário.

Um fato marcante na sua vida de radialista foi sua transferência da Arapuan para a rádio Sanhauá. Foi algo inesperado, mas gratificante, tendo em vista que deixou a emissora com 72% de audiência.

Para Cardivando de Oliveira, infelizmente o rádio AM no estado da Paraíba vem sofrendo com a classe empresarial, por falta de investimento no setor, por acreditar que o ouvinte na atualidade tem preferência por rádios FM´s. Segundo ele a abertura por parte do Ministério das Comunicações, para criação e concessão de rádios comunitárias, foi de grande importância, um marco para a radiofonia brasileira, além de descobrir valores na classe, tal abertura não prejudica as emissoras convencionais.

No meio de tantos profissionais de gabarito, o radialista Cardivando de Oliveira selecionou os profissionais da cidade com melhor desempenho na atualidade, os escolhidos: Jadir Camargo, Antônio Malvino, Ruy Dantas, Jorge Braw Silva, Bernardo Filho, entre outros.

INCENTIVADOR CULTURAL

Homem de hábitos simples, que gosta de um bom prato de feijão com arroz, Cardivando de Oliveira é agente cultural, incentivador de nossos costumes. É sócio-representante de aproximadamente 50 associações culturais, destacando-se a Associação Carnavalesca de João Pessoa, e a Associação de Quadrilhas Juninas da grande João Pessoa.

Apreciador de um bom jogo de futebol, é torcedor fanático do Botafogo da Paraíba, acompanha o Campeonato Paraibano, e declarou gostar de assistir jogos no estádio Almeidão e pela televisão.

Matéria publicada na revista A Paraíba é noticia em maio de 2004.

C. RODRIGUES - QUATRO DÉCADAS INFORMANDO E COMENTANDO




Por Quelyno Souza

Francisco Rodrigues Lima, 68 anos de vida, 43 anos de profissão, 11 dos quais participando do programa Debate Sem Censura, são os dados de um veterano da radiofonia paraibana. O cognome C. Rodrigues recebeu do então companheiro de emissora Ivan Tomaz, que se inspirou no dito popular: “Todo Francisco é Chico”.
Natural do cariri paraibano do município de Pedra Lavrada. Na infância sonhava ser advogado, acabou fazendo carreira no Serviço Público Federal, simultânea a de radialista.
Do matrimônio com Maria de Lourdes Machão, nasceram João Pero, Vera Lúcia, Yuri, Cecília e o radialista Emerson Machado, um dos âncoras do programa Paraíba Verdade, na rádio Miramar FM 107,7 MHz.
Certa vez, em 1964, C. Rodrigues foi escalado pela direção da rádio Arapuan para cobrir um confronto entre representantes da Liga Camponesa e a Policia Militar, ocasião em que morreram 13 pessoas. No dia 24 de agosto de 1975, cobriu outra tragédia, durante o encerramento da Semana do Exército, no Parque Sólon de Lucena (Lagoa), quando uma balsa tipo M-2 afundou, matando mais e 30 pessoas.
Atraído pelo fascínio do rádio, estreou na equipe de esportes da Tabajara, a convite do companheiro Virginio Trindade. C. Rodrigues acredita que sua passagem pela crônica esportiva melhorou seus conhecimentos, pois conviveu com profissionais consagrados como: Ivan Tomaz, Eudes Moacir Toscano, Marcus Aurélio, Vandal Dionísio e o saudoso Hitler Cantalice, radialista e juiz e direito.
Mesmo afastado da crônica esportiva, ainda hoje, vez por outra, C. Rodrigues participa do programa Debate Esportivo, comandado pelo radialista José Ribeiro.
Um homem sensível, C. Rodrigues se emociona ao recordar de sua passagem pelo programa Correio Debate, na rádio Correio, apresentado pelo saudoso Luiz Otávio, seu amigo próximo. “Ele batia nos poderosos e era uma espécie de pai para os humildes”, disse lembrando-se do amigo que se foi.
Antes da Sanhauá, onde milita atualmente, C. Rodrigues passou pelas rádios Tabajara, Correio e Arapuan em João Pessoa; Caturité e Borborema, na cidade de Campina Grande.
Além de repórter, C. Rodrigues destaca-se no radialismo paraibano como comentarista do programa Debate Sem Censura. Seus comentários são sinônimos de imparcialidade, cujo segredo, segundo ele, é não cometer exageros nem injustiças. “Para ele, o reconhecimento do ouvinte é o melhor prêmio que um radialista pode receber”, comenta.
Radialista envolvido com o meio político social, C. Rodrigues elegeu o ex-governador João Agripino e o ex-prefeito de João Pessoa, Hermano Almeida, como destaques da história política paraibana. No radio destacou Antônio Malvino, Cardivando de Oliveira, Jandui Mendonça, Jorge Blaw Silva e Spencer Hartmann, como os grandes radialistas do momento.
Sobre a rádio Sanhauá, C. Rodrigues a considera como um excelente local de trabalho, “A direção deixa a equipe trabalhar à vontade e em nenhum momento impõe exigência ou censura”, disse.
Durante o governo de Castelo Branco, C. Rodrigues lembra ter cometido a sua pior gafe na imprensa, quando chamou o então presidente da república de tenente. Na verdade ele era general, mas, foi confortado pelo presidente Castelo Branco: “Não fico chateado, pois já fui tenente um dia”.
Ex-bom de garfo, antes devorava tudo, hoje é portador de diabetes, sujeito a uma dieta que impede de consumir comida que contenha açúcar. Ouvir radio informativo é o seu passatempo preferido.
“Uma pessoa simples que procura ofender o mínimmo possível o ser humano e que não abre mão do sentimento mais nobre da humanidade a gratidão”, revelou o radialista C. Rodrigues.



Matéria publicada na revista A Paraíba é Noticia em junho de 2005.

ANTÔNIO MALVINO - 23 ANOS TRANSFORMANDO O DEBATE EM NOTÍCIA




Por Quelyno Souza

Nascido perto do Vale dos Dinossauros, na cidade de Sousa, alto sertão paraibano, Antônio Malvino Neto, 55 anos, é radialista e servidor público, casado com Maria Fátima Marques Malvino. É pai de dois filhos, Diego Marques e Bruno Ricardo.
Dois anos depois de passar por um estágio no serviço de alto falantes, Antônio Malvino estreou na Difusora rádio Cajazeiras em 1972. Trabalhou ainda nas emissoras Progresso de Sousa, Arapuan AM/FM, Sanhauá e TV Miramar, sendo um dos co-responsáveis pela criação do programa DEBATE SEM CENSURA, com mais de 23 anos no ar, o segundo do gênero a ser idealizado no estado da Paraíba. O programa vai ao ar pela rádio Sanhauá na sintonia 1.280 AM, Antônio Malvino conta com colaboração e experiência do radialista Janduí Mendonça.
Outro programa ancorado por Antônio Malvino é o INFORME PARAÍBA, que tem a participação do jornalista Gilson Ricardo, programa veiculado na TV Miramar vai ao ar diariamente de 22 às 22h40min.
O seu bom desempenho no radio jornalismo lhe rendeu diversos prêmios, elogiado pela crítica e dono de um cabedal de fazer inveja, o radialista Antônio Malvino, guarda no seu arquivo entrevistas com personalidades da política brasileira, como Leonel Brizola, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, e o atual Luiz Inácio Lula da Silva.
O reconhecimento do ouvinte, da critica e a prestação de serviços, são as principais gratificações que um radialista pode receber, comentou Antônio Malvino.
Vez por outra, quando sai para descansar, visitar amigos e familiares, o radialista Antônio Malvino, tem preferência pela Estação Térmica Brejo das Freiras, situada no município São João do Rio do Peixe.
Arroz, feijão e costelinha de bode assada, são comidas típicas da região que não podem faltar na sua mesa, fã do cantor Roberto Carlos. "Detalhes" é a sua música preferida.
"Um sujeito sincero, honesto, organizado e que detesta traição e ingratidão", para o radialista Antônio Malvino essa é a sua melhor definição.

Matéria publicada na revista A Paraíba é Noticia em outubro de 2004.

AÍRTON JOSÉ - HÁ 35 ANOS O BIG SHOW DOS DOMINGOS




Por Quelyno Souza

Nascido predestinado para o rádio, Aírton José da Silva, o "Bolinha", 62 anos, é natural de João Pessoa; casado com Neusa Dumont da Silva, é pai de quatro filhos: Kleber, Karla, Kalina e Kátia Dumont, também jornalista, que por muito tempo produziu o programa de rádio do pai, atuou como correspondente, na capital, de várias emissoras do brejo paraibano; teve passagem pela revista "A Paraíba é Noticia", rádio CBN/Correio da Paraíba, 103 FM O Norte, e atualmente, é uma das produtoras da TV Cabo Branco.

Convidado constantemente para fazer "bicos", Bolinha criou seu próprio estilo. Radialista audacioso iniciou a carreira no final da década de 60, na inauguração da Rádio Correio. Com 42 anos de profissão, Bolinha carrega na bagagem uma vastidão de comerciais, vinhetas e campanhas políticas desenvolvidas na Paraíba, Rio Grande do Norte e Pernambuco.

Em 1970, numa promoção da rádio Tabajara, comandada pelo então diretor Otinaldo Lourenço, que selecionou três cartas. A proposta "Big Show", enviada a emissora pela ouvinte Maria de Fátima, por sugestão do radialista Ivan Tomaz, foi acrescentado ao nome escolhido o apelido do apresentador "Bolinha", numa alusão à forma física de Aírton José. No dia sete de setembro daquele ano, estreava o "Big Show do Bolinha", voltado para um público eclético.

"Big Show do Bolinha", neste ano, o programa completa 39 anos no ar, outro grande sucesso apresentado por Bolinha é "À hora do fuá", programa humorístico, apresentado por ele nas rádios Alhandra FM e Guarabira FM.

Em meados de 1972, Bolinha sofreu a sua primeira e única censura por parte do regime militar. O censor do Departamento de Censura de Diversões Públicas da Policia Federal o notificou, por ter autorizado Genival Lacerda cantar a música "O Negócio da Maria", cuja execução era proibida na época; procurado pelo representante para dar uma explicação, Bolinha omitiu a sua identidade e respondeu assim: -"Ele saiu com Genival Lacerda". Diante desse fato, o censor da policia Federal multou a rádio.

Um fato pitoresco na sua carreira, Bolinha lembra que, em 1974, ao anunciar o novo presidente da República, durante o programa "Alegria Matinal", na rádio Arapuan, trocou o nome do general Ernesto Geisel pelo de Orlando Geisel, irmão do então presidente recém-nomeado.

Outra passagem, não menos cômica, foi na solenidade de abertura da 1ª Festa das Nações, evento patrocinado pelo governo de Tarcisio Burity no Esporte Clube Cabo Branco, quando Bolinha substituiu o apresentador global Cid Moreira. Decepcionado com o valor do cachê recebido, resolveu doar em sua totalidade para uma instituição de caridade.

Profissional competente, Bolinha trabalhou nas rádios Arapuan, Correio da Paraíba, Alhandra FM, Guarabira FM e Globo do Recife, onde apresentou, com J. Albuquerque, o programa "Seu Redator Chefe", além da rádio Tabajara.

Sua equipe de produção é formada pelos profissionais: Bruno Cavalcanti, Fátima Camarato, Cibeli Platini, Neide Tapajós e Chimo Mimi; e os sonoplastas: José Fernandes, Ivan Machado, Roberto Lucas Mandacaru, Arnold Delani e Juninho Bill.

Sempre que pode, Bolinha gosta de descansar no "Balneário Bom Que Dói", situado às margens da BR 101; da cozinha regional é apreciador da "feijoada com muita carne e não feijoágua", acompanhada de um aperitivo, de preferência uísque.

Indagado sobre quem é o comunicador Bolinha, assim respondeu: "Homem simples, não diria que seria o melhor profissional, mas sou ético, não tenho inimizade, nunca puxei o tapete de ninguém, nunca fui nem advertido pela direção da rádio, e tenho pelo ouvinte o maior carinho e respeito, esse segmento representa o nosso maior salário".

Matéria publicada na revista A Paraíba é Noticia em maio de 2005.