sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

DE BATOM VERMELHO

Quelyno Souza

Um hidratante
Na pele
Um creme
No cabelo
De vestido
Prendado
E nos lábios
Batom vermelho

COMIGO-NINGUÉM-PODE

Quelyno Souza

Quando ela passa na praça
Sua silhueta sacode
Imagino seu corpo nu
E de paixão meu coração explode
Para conquistar essa mulher
Cortei o cabelo, tirei a barba e bigode
Comprei fragrância francesa
Um novo celular e um iPod

Depois que ela cair na minha
Registrarei nosso caso numa Poraroid
Na América, África, Ásia, Europa e Oceania
Toda essa história divulgarei num tablóide
E gritarei ao mundo inteiro:
Comigo-ninguém-pode

AMOR INTENSO

Quelyno Souza

Eu e minha amada
Um só coração
Nus debaixo do lençol
Vivemos ardentemente
Nossa paixão
Sem dizer nada
Entregamos-nos completamente
Nem uma palavra sequer
E nos amamos intensamente

AMOR GENÉRICO

Quelyno Souza

te encontro por acaso
Você vive fingindo e fugindo
É uma boa contadora de estórias
Quer levar vantagens mentido

O teu amor é passageiro
De crédito virou débito
Não passa de uma farsa
De um amor genérico

Pensa que vivo na ilusão
Pensa que pode enganar
O meu sentimento e coração

Não usa a fórmula como deveria
Dessa maneira minha querida
Você vai acabar ficando pra titia

AMOR BARATO

Quelyno Souza

Desligo o circulador
Acendo uma vela
Apago a lâmpada
Escancaro a janela

Se eu fico triste
Ela rir de mim
Como de costume
Mente, mente, mente...

Se eu fico doente
Ela não vem me ver
Não ver...
Que estou carente

Cospe no meu sentimento
Me chama de insensato
Ainda desafio em via pública
Esse seu amor barato

ABECEDÁRIO FEMININO

Quelyno

Antônia, Amélia, Andréia, Adriana
Bárbara, Beatriz, Beth, Betânia e Bernadete
Clara, Célia, Carol, Cláudia, Cristiane
Dalva, Daniele, Diana, Dione e Djanete
Eliane, Érika, Elba, Emilia, Edlane
Francisca, Fátima, Fabiana, Flora e Francinete
Gabriela, Giovana, Gilda, Gina, Geórgia
Helena, Hilda, Heloisa, Hebe e Harliete

Isabele, Isis, Izabel, Ivone, Ivete
Jackeline, Janete, Júlia, Jussara e Juliana
Kátia, Kézia, Kaline, Keila, Keite
Luzia, Leila, Lívia, Lúcia e Luana
Maria, Marijane, Márcia, Marta, Mariane
Nalva, Neves, Núbia, Noêmia e Nãna
Ozanete, Odete, Olímpia, Otilia, Olívia
Patrícia, Paula, Pietra, Penha e Poliana

Quitéria, Querência, Quintana, Queluzita, Quilma
Rosimery, Ruth, Rosa, Rosângela e Rejane
Severina, Silene, Susana, Sheila
Tânia, Thais, Tereza, Talita e Ticiane
Ubaíra, Urana, Ursulina, Ubalda, Úrsula
Vânia, Vera, Verônica, Viviane e Veridiane
Waldirene, Wanda, Walkiria, Walmira, Wanessa
Xerazade, Xica, Xuxa, Xênia e Xaiane

SUA FARSA

Quelyno Souza

Meia palavra é jogar palavra fora
Num dia ensolarado ao meio dia
Ela já não me namora
Na meia noite madrugada fria
Me pede meia hora
Volta e meia, e eu volto
E pergunto por que não agora?

Me beija e abraça
A meia-luz
De meia-calça
Seus meios me seduz
E a noite logo passa
Caio mais uma vez
Na sua farsa

O dia logo amanhece
Esqueço as horas
O coração fica partido
E o peito chora
Vou parar na rua
Sentado no meio fio
Vejo ela e a lua indo embora